Talvez te
encontre neste caminho onde nos perdemos.
Tenho o enlace
das memórias. Sei que nos corroemos um ao outro. Mas nesse instante em que
deixei de ser quem era, tornei-me quem realmente sou. É estranho reerguermo-nos depois
da morte, não é?
Fui calcada por quem
achei que era. Porque é que às vezes nos reduzimos aos olhos do nosso medo?
Tornei-me pequena: invisível. E achei que seria inteira ao contentar-me com
partículas de dádiva.
Percebi que me
desfiz: tornei-me na vontade dos outros e nos seus quereres. Morri quando me
reneguei. E continuei. Envolvida na mentira que tornei real. As ilusões do
pensamento são perigosas - tudo vontade de um coração que sente demais.
Arrastei-me, até
me ver no meio de tanta gente sem mim. Parei, reconheci e transformei-me.
Talvez te possa
ajudar a sair desse caminho, para te encontrares.
Sou livre por
pertencer a lugar nenhum.
Hoje sei-me
maior do que o mundo:
Pertenço a mim
mesma.

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