Rosto teu nos olhos.
Tu encontras-te no arco-íris das minhas cores.
Com receio do que me espera algo desflora: sorriso.
Admiro cada traço que de ti se despe.
Rasga-se o véu.
Conheço a alma que escondes da multidão.
Contigo (sozinhos no meio das partículas) há algo que me empurra.
Uma direcção que me obriga a não abandonar.
No cerne das dúvidas há o alívio de saborear a distinção:
É verdadeiro!
Condenação: não o é em mim.
Lágrimas me salvam.
Tornam saliente o que de morte se deveria fortalecer.
Teus lábios - que libertam a voz - são meu crime.
Inevitável é o que de mim se arranca: o meu/teu eu.



