Eu queria;
talvez demais. Quando se quer tanto chega a doer. As tentativas falhadas
corroem a alma. Estou sentada no chão do meu quarto. Estou eu com a desilusão.
Sinto-a como se fosse o meu amante. E o fracasso o meu fim eminente. Tenho as
lágrimas como parceiras da vida. Talvez seja isso que me resta – e não quero
que me defina -; a minha depressão. Estou neste vazio que espelha como vejo o
mundo. Acredita que tento. Ainda hoje jurei levantar-me da cama – uma promessa
que fiz à minha irmã por tanto que luta por mim. E levantei-me.
Estou no chão:
foi um ganho. Hoje é um dia bom. Quase que sonho.
Esse quase
faz-me estar mais distante da morte.

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