Não sei nada. Nem o que me
rodeia. Está o coração sozinho – sem eu lhe prestar atenção. Não posso
permitir: deixar fluir as palavras; o significado dos batimentos, dos sorrisos
(todos os pensamentos). Quero rasgar toda esta sensação – sem sofrer de novo.
Para não me magoar. Para não fazer sofrer. E evitar ser feliz por alguém. Mas é
como andar nas nuvens – o vento fresco na respiração: uma vida nova. E é isso
que me dás: uma nova esperança. Uma nova vontade de me ser. Eu em aventura. Eu
ao limite. Com perigos. Na vontade de saborear: de me saborear. Com vontade de (me)
sentir em todos os instantes.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Ser sem pensar
Será que estou ciente de tudo o
que se passou?
Tenho em mente as imagens e no
coração as emoções. Penso e recordo todo o passado. Os gritos interiores de
desespero. A apatia de já não conseguir engolir mais o silêncio. O choro calado
e cansado de existir. E a tristeza que me congelou. Mas o poder que tem um
sorriso: uma palavra: aquele determinado tom de voz.
O teu tom de voz.
Tudo estremeceu de novo. E voltei
- sem hesitar – a mim. A ser-me na forma mais aventureira. A deixar-me ser no
inesperado. Sem pensar demais. E é isso que me fazes: ser sem pensar. Abanas-me
todas as reflexões e permites-me ser. E permanece, em mim, a alegria que
impulsionas.
Estou transformada. Uma nova
forma de estar: sentir sem medos.
Mas tenho medo. Medo de onde até
isto vai.
Para onde estou a ir?
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