Tenho-te em toda a mente – o olhar está preso ao teu.
Respiro o sorriso dos teus lábios.
Com a lua a escrever o brilho: vejo-te o rosto.
A pele pede carícias – não é o indicado.
Restam-me segundos, estou a ler-te a alma – antes que o mundo nos expulse desta intimidade.
Conheço-te a voz do coração.
Controlo a vontade: não deveria libertá-la?
Deixá-la voar sobre ti.
Não falo:
Os olhos sorriem o que a voz não pode ouvir!

