Nem palavras se entendem. São as
lágrimas a arremessar a vida: afaga-se a dor. Quer-se um refúgio nos teus
braços: nos braços de quem magoa. Recolher-me em ti como se o quisesses. Como
se me quisesses. Fingir que somos um do outro – que não há corações rompidos e
que o caminho era tão perfeito como eu te via. Vejo-te quase dessa mesma forma
- não o quero de forma diferente. Encarar a realidade é saber que me perdi. Que
me deixei ir/ enganar mais uma vez. Estou nos braços do mundo que me esmagam.
Quando pensei que nos braços tinha o mundo. Rodaste os pensamentos. As
perspectivas retrocederam a um patamar que sonhei inexistente. E fiquei eu sem
ti. Desta vez, eu sem mim.

tropecei nas tuas palavras, e não resisti em declarar que por vezes aonde vemos um fim, pode ser simplesmente um novo começo.
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