É ao tocar-te nessas palavras que me/ te descubro. É a carícia que me fazes pelo tempo. É o caminho que nos recolhe que me deita nos braços de pertença. Sei-te aqui – ainda longe, mas abraçado (como que um cheiro intensificado). Está-me nas mãos a decisão. E quer-se todo o corpo e a consciência contigo. Tem-se o olhar a imaginar-te. O sonho a querer-me em ti. Há todos os sarrabiscos que se escrevem. Está-se nas palavras não caligrafadas a verdade. Tudo dito em mim – num futuro que espero. Vem a voz autoritária: esmaga o sorriso – triturado pela realidade. E dançam as lágrimas como única solução - vivem-se por cada poro. Casa de segredos que se confessam. Para mim. Para o eu: a alma. Olha-se a mão (de novo): diferente. Vestígios do que se deseja agarrar. Segura-se o possível: com força o inevitável. Para que não vás. Para que não te deixe ir.

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