Há isto como quem quer: quem te
quer. Uma morte tua declarada minha. Vê-se o corpo inerte de consciência.
Vive-se a nuvem na voz. Pertencem-se sonhos – são todos eles espelhados de
vida. Cores em vista detalhada. Pormenores configurados de novidade. E um
quotidiano que deixa de o ser. U cristal que se crava no coração. Reluz-se o
sangue de entrega. Clarificam-se as acções futuras. Rasga-se o esboço de um
passado. É distante a ligação já vivida. Como que nos olhos mentisse a mente –
delírios de alguém inexistente. E era: eramos. Num pedaço: num organismo: o que
fomos. Uma imagem desfigurada de credibilidade é encarada. Vemos o eu com essa
impossibilidade passada. É o rio que lava os rasgos de engano. Apagam-se traços
erróneos da personalidade. E aproximamo-nos hora após hora da verdade. Da
igualdade: do coração para a alma.

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