sábado, 28 de abril de 2012

Fecho de luz



Cai a lágrima da voz. Sou eu a despedir-me do que imaginei. Sonha-se com um coração de asas. Percebe-se que a imaginação mentiu factos.  Tenta-se a falsidade do sorriso. É - ainda assim – um sorriso. Não é meu. Nem teu. Um sorriso nos lábios que não se lhe pertencem. Mas que está: que permanece. Uma farsa credível. Um estado para enganar a alma que se esconde do mundo. Que se recolhe sem coração. Que se tenta impermeável à inundação que se aproxima. Uma aproximação real do fecho de luz. 

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