Cai a lágrima da voz. Sou eu a
despedir-me do que imaginei. Sonha-se com um coração de asas. Percebe-se que a
imaginação mentiu factos. Tenta-se a
falsidade do sorriso. É - ainda assim – um sorriso. Não é meu. Nem teu. Um sorriso
nos lábios que não se lhe pertencem. Mas que está: que permanece. Uma farsa
credível. Um estado para enganar a alma que se esconde do mundo. Que se recolhe
sem coração. Que se tenta impermeável à inundação que se aproxima. Uma
aproximação real do fecho de luz.

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