quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sou-me livre a saber-me presa a ti


Estou a ver-te passar. Apetece-me correr; saltar em tua direcção: não é apropriado. Os olhos confundem-se com o céu – estou além do real. Fico a controlar a excitação do coração. Há todo um descontrolo que não se sabe promissor. É no enigma que cresce o sorriso. Está um sorriso nos lábios que te querem. Querem fazer-se teus. Num toque. Num simples toque. De mãos. De olhares. De corpos. Um toque que me faz mais gente. Que me faz mais tua gente. E sou-me livre a saber-me presa a ti. Livre: voo na magia. Naquele raio de luz que me incide. E há mais a lua. E aquele escuro que me adormece. Embalo no pensamento. Desenham-se as últimas lembranças e os últimos desejos. Antes de fechar a vida - de apagar as imagens do consciente – dou-te um beijo na face. Sinto-a perto. Sinto-te comigo: no caminho que estou a percorrer.  


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