Visto-me dessas tuas ténues palavras. Entrego-me à personalidade que preconizas. Mas eu sou mais. Mais do que tu podes ver - não consigo alcançar. Falta-me estofo. Falta a coragem para ser-me gente. Ser-me sol da voz nas trevas. É no frio esculpir desta alma que quebro tudo o que já não me sei. São tantas definições - erros e correcções. Sou fraca. Estúpida ao ponto de deixar de acreditar. De deixar de ver-me pelos meus olhos. Ando e sou prisioneira da tua avaliação. Os passos sabem-se moles da instabilidade que criaste. Foste tu. Não te deito toda essa culpa. Eu sou detentora de todo este mal-estar. Eu deveria ser capaz de fazer-me ouvir. De abençoar as ideias e as palavras que se libertam do interior vivo em mim. Agora sou. Agora sei. Desiludi-me. Não por ti. Por mim. Eu existo tanto quanto tu.

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