sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Em braços: um abraço


 
É dessa réstia de tempo que nasce a vida. Num segurar. Num apertar de vontades. E sei o nada. Sei o tudo que me esconde a vida. Num abraço. Um ficar. Permanecer contigo. Sentir um chão; um tecto: sentir-me segura. Em braços: um abraço. É mais que isso: é na voz. É na gente que dele se faz e nele se preenche. E é nele: no abraço - onde estás e onde ficas; onde queres continuar a estar – que sentes. Sentes-te mais própria. Mais tu. Esmagas-te contra um corpo distinto, mas uma alma que te canta o (não) espaço. O lugar de saberes-te ali. De saberes-te abraçar e abraçada. De deixares sentir. E ser o abraço de quatro braços num carinho só.

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