segunda-feira, 18 de julho de 2011

Perdi-me em ti (mais uma vez)


 
Olhei-te como que instantaneamente – já não o fazia há muito tempo. Talvez por não te reconhecer mais. Fixei sem me dar por isso. E perdi-me em ti mais uma vez. Nesse tempo que me aprisionou percebi-te de novo. Vi como uma miragem o que já foste (o que não és mais). Distorcemos a visão quando é o coração que propaga os pensamentos. Mas não é só isso. És um humano que desconheço. Que se faz distante por o querer ser. Eu não o sou por gosto. Tu talvez o sejas por desdém. Mas vi (ali) o passado: o ser antigo. Roubaste-me a saudade de te ver/ de te querer. É impossível ceder ao desejo quando o espelho já não reflecte a verdade. E tu já não és a minha essência. És a mentira que se esconde num olhar perdido de quem nunca há-de saber o que quer. Agora, eu não sou capaz de te conhecer a voz.

5 comentários:

  1. eu porque estou sempre ao teu lado (o quanto posso), percebo bem do que falas. mas acho magnifica a maneira como consegues exprimir realmente o que se passa e o que pensas neste caso pro computador :P, sei que esta historia, tem algo de mau, como a mudança de quem falas, mas em tudo arranjamos algo positivo... na mudança esta a ajuda que de certo modo precisavas (talvez).
    ta lindo amor ***

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  2. adorei amor!
    as palavras vindas de ti, tornam.se maravilhosas!

    love you

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  3. oh minha bela, mas que lindo texto :) amei mesmo!!! *-* bem dizes tu que precisas de escrever para deitares ca para fora o que sentes e fazes.lo muito bem. 'És a mentira que se esconde num olhar perdido de quem nunca há-de saber o que quer' acho que esta frase diz muita coisa, e penso tar a tirar o sentido certo. Tens.me sempre aqui, pa sempre <3

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  4. Alguém muito especial para ti, disse: Como vinho do Porto, para ser saboreado aos poucos e eu concordo plenamente. Lindo!

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