
Beijo esse carinho que o vento me traz – saudoso me era. Esqueci-me do movimento do corpo como resposta – o mundo apaga o que te esqueces de dar a mão. Vagueias na rua dos pensamentos sem saber o que te dizem, e sentes. Despe-te a brisa (rasga a roupa da inconsciência). Estás nua para o mundo. A poça espelha-te: há um mundo de transformação que te rodeia. Ali está ele: o suspiro da incredibilidade em forma de iniciação. Chegou, já em lembrança quase esquecida, a doçura. Passa a carícia no coração. Sorris. Existe! E vês - pela primeira vez – o anjo. E tens(-te) a áurea que é mais brilhante que a estrela do sonho.
Lindo!...E teríamos um mundo bem melhor, se todos tivessemos uma poça a espelhar-nos e podessemos ver o "anjo".
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