Vejo que ninguém
me cerca. Estou sozinho na rua. Sinto que posso gritar as entranhas e ninguém
ouvirá. O céu está claro em oposição à minha alma. Não era que estivesse
revoltado com o mundo: era comigo. Portanto precisava de divagar. Caminhar
entre as questões. E ver os locais que me fizeram sentir a felicidade e aqueles
mesmos que ma roubaram. Irritava-me os namorados e a respiração presa um ao
outro – já não sabia o que isso era. Talvez o erro fosse meu em não tentar em
demasia. Mas não queria pressionar. E lutar? Por quem através do silêncio pede
distância? Sempre disse que tentaria resolver as coisas: que não percebia porque
é que as pessoas complicavam tanto os relacionamentos ou aquilo que sentem.
Agora percebo! Não é fácil enfrentar o que o coração teima em falar. Dói expor
tudo o que sentes sem teres alguma previsibilidade. É o desconhecido que corta
o ar e a esperança. E saberes capaz de ter o futuro sem essa pessoa. Então
sentes que é mais favorável continuares nessa dor que te torna menos humana do
que perderes quem te dá um pouco de sanidade (no meio de tanta loucura que te
faz sentir).

Este texto está qualquer coisa! Verdade, voltei às lides blogueiras... :P
ResponderEliminarObrigada, Joana *.* Ainda bem que voltaste !
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