Sei que dói. Que
o vento aconchega a mágoa ao que resta de ti. Que as cicatrizes não precisam de
ser visíveis para saberes que existem. Simplesmente sentes o peso que te fazem
carregar todos os dias. Caminhas com as lembranças que (ainda) retiram um pouco
de ti. Elas desfazem as cores em cinzas do futuro. É como se a segurança fosse
completamente instável. E as forças vão se desvanecendo com o olhar fraco que
pondera as possibilidades existente. Não há quem te retire dessa montanha russa
de interrogações. Quem forneça respostas tão simples como um abraço. Não há
quem entenda a história que esse sorriso esconde. Nem quem veja a escuridão do
olhar que continua a enfeitiçar estrelas. És apenas tu e os segredos da noite.

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