Estão as palavras ditas. Não há
som: vozes (nada). Espaço desocupado: vazio. Não o permito. Derrubar as dores –
fazê-las inexistentes. Sou portadora da melodia que não se fala. Está o mundo a
ver o sorriso fugir. Não há espera de futuro. Voa a esperança no tempo que
partiu. Não é novidade: é verdade. E a face lê-se como realidade. Estás de
olhos na vida. Queres fechar. Queres perder todos os significados – não podes. Questionaste
o ponto de viragem – perdeste-o. Não sabes de ti: da alma. Desconheces o
caminho. As linhas não são reflexivas de uma memória. Foste a vontade – sem medos;
sem receios. Foste-te pura. Deixaste-te ser. E seguir (pela primeira vez).
Viste a luz e encaras o seu fecho. Nem palavras se combinam. Percebeste:
entendeste que não era possível. (Im)possível se fazem as vontades sonhadoras.
E ficaste presa a ti. Ao que não queres ser. Tornaste-te isso: tudo isso. No
amor perdido. Foi e não volta. Do que sempre sonhaste e não passou disso: um
eterno sonho.

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