segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sempre que volto a ti


Quero arrancá-lo de mim. Sangra num choro que não escorre. Fica a voz no interior da alma. E sinto-o em mim como um pedaço que me abafou. Não deixo: não posso pensar em ti. Num instante o pensamento entrega-se aos braços das memórias – estou a morrer. Mato-me sempre que volto a ti: desfaço-me todos os segundos. A todo o tempo me apago – sou a apatia do (não) mundo: ele não me vê. Corta a respiração e a tua falta esfaqueia-me o peito. Sinto esta dor física: é a resposta de que ainda estou viva.   

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