Sou invejosa. Quero prender-te a estas palavras. Fazer-te entendedor da alma que não interpreto. Está o coração nas tuas mãos – não o vês. Quero pintar-te o conhecimento. Iluminar a obscuridade das interrogações. Não o devo. Está em mim a consciência de me saber em erro. O mundo que nos vê esconde-te de mim. Não posso chegar: não consigo a aproximação. A mão desliza sobre o teu rosto: há o vidro que nos separa. Conheces-me a alma. Sei-te a vida. E é o que nos liga que nos separa. Foi num tempo que não soube e no presente que não estás. Tenho que permanecer no canto visual: lugar onde não estragarei a tua realidade.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Invejosa Realidade
Sou invejosa. Quero prender-te a estas palavras. Fazer-te entendedor da alma que não interpreto. Está o coração nas tuas mãos – não o vês. Quero pintar-te o conhecimento. Iluminar a obscuridade das interrogações. Não o devo. Está em mim a consciência de me saber em erro. O mundo que nos vê esconde-te de mim. Não posso chegar: não consigo a aproximação. A mão desliza sobre o teu rosto: há o vidro que nos separa. Conheces-me a alma. Sei-te a vida. E é o que nos liga que nos separa. Foi num tempo que não soube e no presente que não estás. Tenho que permanecer no canto visual: lugar onde não estragarei a tua realidade.
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