Diz-me que me agarras: que me prendes. Assume que me podes. Que tens essa necessidade de me querer perto. Do desejo que te arde os lábios. Liberta esse vómito de descontrolo. Faz-te seguidor do que acreditas - esquece as regras que a mente mumifica. Faz minha essa tua obsessão. Sê - pelo tempo que não sabes que resta – tu. Tens a luz e a escuridão que te beijam a personalidade. Dominam-se por ti: escolhe. Tens a decisão no sonho. E sabes que a rocha que te escorre dos olhos perder-se-á no momento. Cairá no sentimento que pedes inexistência. Fica essa dor em ti. Essa homenagem à mutilação invisível. Não sejas tu a destruir o mundo que os teus pés amam voar.

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