Estás sentado no meu pensamento. Os sonhos que me vivem quando apago no tempo são teus. Tão mais teus que meus: controlas o meu inconsciente. Fazes-me movimentar pelo interior que te ascende. Os teus lábios são a música que a felicidade me canta. Sei-te apenas a inconsciência. A (não) necessidade de te pensar. Balanças no presente. És o alívio do suspiro que me sai por vontade. Há o sorriso que abraça o fogo do céu. Vejo a auréola que de ti me preenche. Olho para o que te sei não me seres. E vivo com isso: com o te ter colado ao rosto sem o sabermos.

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