Sorrio por lembrar apenas teu rosto. Cada traço que veste a pele que vicio. É o aroma. O perfume que proclama. Os músculos contraem-se em sentido de permissão. A mente impede. O respirar. Aquela sensualidade que se liberta. Luto contra todos os estímulos que gritam em mim. Contenho-me para não me perder. Para não largar. Para não esquecer o que me é incorrecto. Permanecer encurralada por mim. Estou no desequilíbrio. Um sopro me pode fazer cair no abismo da felicidade. E será que esse abismo trará o sentido pelo qual canto? O erro. O saber-me consciente da inconsciência em que me deito. Não durmo nela: levito. O sonho derramaria fantasia e a vontade a concretizar. Olho: não encontro o fim. Inclino-me mais. A morte é lenta no breve tempo que vive. Agora: estou a voar.

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