quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A procura

Mar: infinito – há tanto para descobrir.

Cruzamento: tudo se torna perfeito.

Linha: procura da felicidade.

Existem sorrisos; lágrimas, porque há uma natureza que me engloba e que me tornou ser humano. Tenho raciocínio e faíscas de alucinações.

Mas há algo de errado em pensar: pensa-se em demasia – leva-nos à dor de perda; da impossibilidade; da incógnita.


Em certa fase da vida, sem idade concreta, todos encaramos este ponto. Alguns: destemidos. Outros: receosos. Mas passa: prossegue-se.

Início: o (re)começo: procura de vida.

Nesta vida, nesta única vida, procura-se apenas uma coisa: vida (com o objectivo de viver).

Em torno destas palavras se salienta a inquietude: estamos destinados a um único facto: morte.

Não adianta pensar. Viver! Lutar por consegui-lo.

Aqui existe uma luta. Entra na luta para lutar.

Entra nela e luta. Luta com desdém.

Afinal: que ganhará?

Quem viverá mais tempo (lúcido)? 

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