Não sei nada. Nem o que me
rodeia. Está o coração sozinho – sem eu lhe prestar atenção. Não posso
permitir: deixar fluir as palavras; o significado dos batimentos, dos sorrisos
(todos os pensamentos). Quero rasgar toda esta sensação – sem sofrer de novo.
Para não me magoar. Para não fazer sofrer. E evitar ser feliz por alguém. Mas é
como andar nas nuvens – o vento fresco na respiração: uma vida nova. E é isso
que me dás: uma nova esperança. Uma nova vontade de me ser. Eu em aventura. Eu
ao limite. Com perigos. Na vontade de saborear: de me saborear. Com vontade de (me)
sentir em todos os instantes.

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