Os braços estendem-se. Espera-se amparo. Um corpo no outro. Que protege. Que acaricia a dúvida. E não se está entregue o amor imediato. Falta a crença: a conquista. Esquece-se os sonhos: os desejos. O coração que se felicita. A mão insegura que não treme. E tens o sorriso verdadeiro perdido em ti. E será essa novidade a encontrá-lo. O inesperado. Virá o novo em futuro. Ele agarrar-te-á. Pintá-lo-á nos lábios. Em ti. Serás encontrada. Rendida à amplitude de oportunidades. Nem tudo está ali: aqui. Nada se conhece como palavra sem pecado. Como um pensamento dinâmico: puro. Escreve-se um plágio em outro. Umas crenças que não são tuas: tornar-se-ão tuas. Porque serás. Perdoarás a alma que te orienta. Sabe-la melhor que tu em decisões. Mais estável e fria: concreta. Tens as interrogações que se afundam no olhar. E essa maré que está presa na barragem do passado. Nada avançará o muro do céu. Tu caminhas no teu corpo: luz que espera salvamento.

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