Estou a perseguir-me(-te). Sei-me gotas de alma. Há a testa enrugada a morder a língua. Estou amparada no desequilíbrio. Espero pelo toque que se fala: que se falta. É nessa última visão que me espera que te anseio. Ver-nos. Perceber a tinta que te escorre no olhar. A verdade sem margens. O mundo sem limitações. Conhecer-te sem meu futuro. Saber-me capaz disso. Ser capaz. Averiguar a estrada desfalcada e entendê-la como paraíso. Um caminho arduamente fértil: feliz em sorriso. Um olhar encostado ao passado que se fecha. Um suspiro no amanhã. Aproximo-me. E chega ele. O alívio de puder viver-me de novo.

Sem comentários:
Enviar um comentário