sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ouvir-te em verdade


O tempo avança em avalanche. Fico presa ao sorriso que te vê. A juventude grita brilho: despe a preocupação. Quero estagnar-me nesta idade. Ter as sensações em altitude. Quero sentir os teus lábios pela primeira vez. Saber de que sabor se fazem. Interrogar a delícia; apreciar o carinho que se acha eterno. Ser a explosão de sentimentos: viver no auge (sem rodeios). Passar-te a mão no rosto e ver-te o meu infinito. Termos os corpos em simetria. Ouvir o teu coração falar-me a verdade. Olhar-te apenas. Olhar e admirar. Paralisar na imagem que se vê. Focar-me no silêncio. Centrar-me na tua alma. E conhecer-te na profundidade que se imagina. Sem o toque saber-me tua: um suspiro me entrega. Ter-me no teu olhar. Ser o sorriso que espelhas. Estar convicta de que te tenho. Que a mão está para mim. E o abraço que ampara as lágrimas que em ti derramo. Fica-te o meu mundo: entrego-te - és o sinónimo da felicidade. Está-me a tua miragem em consciência. Ter a idade que me permite voar. Ter as asas em instâncias altas: pensar-te sempre. Viver isto. Tudo isto. Ser capaz de o fazer. Ter a possibilidade de o experienciar. Com alguém. Contigo!
És a paixão que queima o fogo. Sou sol – estás em mim: brilho da minha existência.      


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