Temos o brilho nos lábios que se estendem. É impossível desfazer o feitiço que os olhos amam. E vai-se a respiração que se retira em suspiro. Há o silêncio que se canta. A voz desconhece o que profere: liberta-se a magia no tom. Voa-se a alma em manifesto. Baila-se a sombra de um corpo que não domina o estado espiritual. São as lágrimas a escapulir. Os pulos interiores a crescer. Nada se percebe como ordeiro – não há configuração: um prognostico do sentimento. Dá-se a fusão: felicidade. Tudo que se vocifera é sinónimo de surpresa. Assume-se a oposição da mentira criada. Vês-te num reflexo cintilante. Observas as estâncias que se criam em redor. Pára-te o mundo nos olhos: fixas. Admiras a miragem que já não se esvai. E em impulsos rotineiros dá-se o desejo. Ter-te em abraço. Sentir o aroma consumir-me o plano real. Respirar para o pescoço que pede lábios. É o sonho: dentes investirem na pele que vicia. Encher-te. Prolongar-me em ti. Corpo com corpo. Massa: material que fervilha. Viver o coração que se bate desse lado. Saboreá-lo. E sabê-lo meu.

É emocionante ler estes aterradores textos teus.
ResponderEliminarPoderás ter um futuro muito brilhante...
Beijo