Deixo-me invadir pelo negro das tuas palavras. Há o sorriso nos lábios que não o sinto. Estou aqui: presa a mim. A uma voz que pretendo esconder. Quero correr deste coração que me fragmenta – deixar de sentir. De saber-me pensadora: inconsciente da tua falta. Tenho o chão a mover num balanço incessável: é a alma a morder o fosso que me faz viver. As mãos não mexem para um futuro sonhador. Vejo o presente em representação constante. Sinto-me figurante na personalidade que se deseja. Recebo ordens que condenam as acções. Que induzem um comportamento falacioso. E estou envolvida por campos lacrimosos. Um caminho que me faz sofrer ou o lado que assumirá todos os erros: aceitará a verdade que é obrigatoriamente a minha mentira.

Amei :)
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